Um indivíduo que dá pelo nome de Alexandre Homem Cristo — que me parece que de Cristo tem muito pouco e de homem quase nada — faz uma crítica ao seguinte trecho de José António Saraiva:
“Nas relações homossexuais há um niilismo assumido, uma ausência de utilidade, uma recusa do futuro. Impera a ideia de que tudo se consome numa geração – e que o amanhã não existe. De resto, o uso de roupas pretas, a fuga da cor, vão no mesmo sentido em direcção ao nada. De resto, o uso de roupas pretas, a fuga da cor, vão no mesmo sentido em direcção ao nada.”
"Este parágrafo, que conseguiu transformar um exemplar adepto de black metal num homossexual convicto, é maravilhosamente estúpido pois, sendo preconceituoso, tem a pretensão de ser “científico” – está acompanhado de uma criativa “perspectiva histórica” sobre as formas de contestação nas sociedades contemporâneas. O humor devia ser todo assim."
Temos aqui o exemplo do tipo de argumentação politicamente correcta: em vez de argumentar, entra pelo ataque ad Hominem [insultos], porque face à realidade e aos factos, não tem argumentos.
E depois, o homem de Cristo diz que a perspectiva de José António Saraiva é preconceituosa porque transforma um guei em um adepto de black metal: os preconceitos não devem aplicar-se ao guei, mas ao adepto do black metal podem ser aplicados sem preconceitos. Este tipo de gentinha não diz nada: em vez disso, berra!
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